sexta-feira, 29 de julho de 2011

REHAB


A tua lucidez
E a tua licitude
Não podem pronunciar
O que me atormenta

O consumo
Do ilícito
Não me consome

O que me dilacera
É algo que nesse poema
Por falta de nome
Chamo de dor.

1 comentários:

Eliel disse...

Ilícita não deveria ser a loucura necessária para perdurarmos lúcidos? Queria ter estrutura pra me des-HABilitar, mas a dor e os "anticorrosivos" ainda me são preferíveis a outros percalços. É preciso muito para que na lucidez em que implica toda loucura, não se sucumba às pressões de todos os "Re". E nas minhas lacunas, vivem e vão-se os gênios...
Parabéns pela joia, Bira! É muito bom abrir a semana assim!