Quero num dia desses,
Pela manhã
Sair de casa,
Dessas coisas tão postas
E desses livros tão lidos
E ocupar esses lugares
Que não me explicam
E nem me esperam
Mas que eu sei
Que também são meus
Porque desde sempre
O ventre, inclusive o materno
Nunca foi conforto
E ir por aí – sair
Essa é a minha constância
Meu lugar preferido é onde.
3 comentários:
Olha só: também quero! Nsses lugares que não nos explicam e não nos esperam acontecem coisas. Nasce um broto em nossas terras mortas e remexidas.
Abraços,
Tânia
Escrito preciso e lindo. E como conferimos aos nossos "ventres", nas múltiplas compreensões e sensações da palavra, possibilidades tantas, como se nos pudessem satisfazer plenamente! E esquecemos de revolver o que jaz sobre o que é da própria natureza e que clama sufocado por algo mais, que essa vida, como ela é, torna em mundo desconhecido.
Parabéns por mais uma criação, Bira!
Provoca um certo desconforto ler este poema. Agora lendo mais atentamente até parece de uma revolta aprisionada; mas o que eu senti mesmo foi uma vontade de partir pelo mundo com a mochila nas costas, ah, isso deu sim. rsrs.
Você é incrível, tiozinho!!!
Grande abraço.
Joci
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